quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Vai um livro aí?...



Acabei de ler dois livros muito bons. E livros para mim são amigos inseparáveis. Nas horas boas e nas ruins. Todas elas cabem um livro. Inclusive na Insônia de @fiodeariadne.
Claro que se você ler um livro que tem vampiros, almas penadas, ETs não vão facilitar seu sono. Mas o livro Dez (Quase) amores - de Cláudia Tajes é tudo de bom e mais um pouco. Saber que as histórias dela podem até ser inventadas e são, causam um certo alivio... Recomendo para  insones e para quem gosta de lembranças de velhos tempos de escola (universidade).
O outro livro é da Psicanalista Ana Beatriz Barbosa Silva: Mentes perigosas. Um livro que toda mulher com companheiros violentos, precisam ler. Psicopatas existem e talvez bem  perto e não sabemos. E a psicanalista informa: não têm cura. Infelizmente. Saber identifica-los, pode sim, fazer toda a diferença.


Sabe, este blog é para fazer minhas costuras internas. Aquelas que às vezes não sei como agir, não sei o que pensar (bem perdida). Nem...resolve. Então venho aqui contar como é ficar assim. Só com as palavras e entre elas alguma coisa que está desenhado nas entrelinhas. Nem eu posso ver, mas posso sentir...


Anny(@Annyllinha

domingo, 20 de novembro de 2011

Da minha varanda...

Todos os dias, temos em nossa janela um amanhecer e junto  vem o resto do pacote diário: perdas, ganhos e sentimentos a respeito deles...
Hoje o dia amanheceu assim, uma pintura. Embora o serviço de meteorologia tenha previsto o contrário. Mas em fim, até eles erram em suas previsões, que são feitas por aparelhos tecnológicos sofisticados. 
Nós, com um dicionário interno meio pobre fazemos as nossas, cheias de erros. Sem variações...
Costumo dizer que se meu tempo interno está pobre, vou ouvir uma música, meditar. Ah, não dá para enfrentar o dia assim, sem uma proteção interna. Vai que fico distraída e me vejo numa situação assim...que não tenho tempo nem de me benzer antes.
Mas pode acontecer, certo? Melhor voltar para casa e fazer uma costura interna. Rever os conceitos, emendar a colcha de retalhos dos meus pensamentos, perdoar e perdoar-se. Talvez minha vontade de ser perfeita ainda esteja lá, me fazendo sofrer. Argumentando, feito criança que não deseja perder o brinquedo que acabou de ganhar: a escolha. Acontece. Cumpre voltar e começar tudo de novo. Este desenho único que é viver...

Anny(@Annyllinha)

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Num dia da Primavera...


Dia de aniversário de Luz de luma. E este é o meu presente virtual para ela. Um parapente para que possa passear por aí...Parabéns! Pelo aniversário,   seu bom humor e capacidade de nunca perder a perspectiva.

Beijos,
Anny(@Annyllinha)

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Já pensou em libertar um livro?

Ah, você já pensou em libertar um livro?
Não? Nada melhor do que o desapego e pode começar com um livro. Aquele que você não tem muito apreço, escolheu errado (acontece, né), não conseguiu ler, ganhou e não gostou, etc...
Comece assim e vai ver que libertar um livro é isto. Deixá-lo ir para onde alguém quer ler, apreciar, sonhar...
A magia do livro é esta. Faz com que viajemos nas palavras, sentimentos e pontos de vista do autor. Só que a imagem interna é nossa. Por isto não gostamos de certos filmes, que vieram de livros que lemos...
E pode acontecer o contrário também. Li o livro 24 horas e gostei mais do filme...
A primeira vez que abandonei um livro, deixei na mesa da uma portaria  do meu prédio. Não coloquei recado, nem pedi que fosse lido e depois repassado. Nada. Deixei que ele seguisse seu curso, sozinho. Livros não são para ler? Então...
Na segunda vez, dei um livro para minha vizinha. Era aniversário dela. E em seguida, fui ficando viciada em abandonar livros. Livros sem ler ou que já li e não vou ler mais, já tem destino certo. Vai ser libertado. Tem gente que gosta de um certo ritual, tudo bem. Faça o seu. O meu é rápido e certeiro. Penso nele e vou me despedindo para que faça boa viajem e seja feliz em outras mãos.
Quer saber? Nem sempre fui assim. Era apegada com meus livros. Tão apegada que lembro qual foi o primeiro livro que uma colega me pediu emprestado e nunca mais devolveu...
Fiquei anos remoendo isto, até que pensei "Quem sabe o livro roubado fez bem a quem roubou?" O livro era sobre Ganghi. Ele deve ter cumprido sua missão. E nunca mais pensei no assunto...
Bom espero que você esteja pensando em libertar um livro...Ele e quem vai ler te agradece. Amém!
E você pode acompanhar tudo no blog de Luma, a luz azul da blogosfera.
Boa sorte!
Anny(@Annyllinha)

domingo, 30 de outubro de 2011

Manhã de primavera...


Fechei as janelas. Está chovendo mas o dia continua lindo. Mistério da natureza ...
Todos os dias,  preciso dançar no precipício da incerteza e ter consciência de mim mesma...
Porque certeza, não tenho de nada. Nem do que amigos pensam, nem se você está lendo o que está escrito aqui.
A vida é feita assim. Não temos poder sobre nada.
Mas gostamos de pensar que sim.
Conforta pensar que sei sobre os sentimentos dos amigos, Mas não sei. Muitas coisas confortam mas não temos poder sobre elas.
Posso citar muitas: barulho de chave na porta (seu filho chegando), barulho da chuva ( você bem no quentinho da cama), um sorriso acolhedor de uma pessoa no ônibus, pessoas que dizem ter um canto no mundo e que este canto é a cozinha, gente que gosta de ler. pessoas que amam poesia) , saber que queimar panelas é muito mais comum do que penso...
E muitas coisas que acontecem com a gente, mas pensamos que não. Temos mania de pensar que o erro é só nosso.
Errar é privilégio de quem faz, vive, faz de novo até acertar ou transforma noutra coisa. Já que aquele é impossível de ser conforme o primeiro croqui...
Escrever tem este poder. Pode ser um texto que conta como minha experiência não deu certo. Como hoje, desejei mostrar como estava minha janela...
Mais um conforto: meu filho me telefonando para ir almoçar com ele...

Não è uma delicia? E logo hoje que acabei de queimar o feijão?

Anny(@Annyllinha)

sábado, 22 de outubro de 2011

Como você se comunica?...



Palavras...Aqui usamos palavras escritas, cantadas, sinalizadas. Sou encantada com elas. Livros, músicas e desenhos...(na reticência, um espaço para o que não escrevi) e para não deixar dúvidas.
Ontem à noite, uma palavra conseguiu me deixar acordada. Procurei o mini Aurélio e não achei. Tive que esperar hoje. Hoje? Ah, uma fumaça invadiu tudo e de madrugada!... Levantei e fiz o que foi possível: lavanda no ar. Consegui dormir mais um pouco e achei tudo que estava procurando ontem e muito mais. Meu antigo e precioso Dicionário. Não é atual, mas o que importa não é a atualidade, mas o significado. E lá vai ela: Sensato. Verifiquei todos. Adjetivo e substantivo.
Sensato: adi
1. Que tem bom senso, judicioso.
2. Prudente, previdente, cauteloso.
3. Discreto, reservado, circunspecto


Sensatez: sub fem.
1. Qualidade de sensato, bom senso.
2. Cautela, previdência, prudência.
3. Discrição, reserva, circunpecção.


O meu espanto? Ah, nem devia, né? Mas fiquei. Numa crônica, do livro: "Feliz por Nada", Martha Medeiros escreve sobre "A Nova Minoria".
Um grupo formado por poucos e que está sendo dizimado. Tal qual índios, florestas, animais...
Ah, percebemos pessoas assim. São fáceis de serem identificadas, mas difíceis de serem copiadas. Você conhece alguém assim?
Se conhece, preste atenção. Se for amiga, preserve-a para todo o seu sempre...
Palavras, são assim. Têm poderes. Te acordam no meio da noite. Te fazem levantar que nem zumbi, perguntando: "Onde está meu dicionário?" "Um dicionário, mãe? " "Sim, filho!" "Mãe, não está na hora de dormir?" " Não, filho. não agora. Uma palavra me acordou."

Para uma costura ...